SINOPSE
A gramática das africadas alveopalatais [tS] e [dZ] no português falado por sergipanos acima de 60 anos revela aspectos fascinantes dessa variante linguística. A pesquisa quantitativa, utilizando o software R, demonstrou que essas africadas predominam em 94% dos dados, mesmo em variação com outras formas. A análise acústica sugere uma correlação entre o apagamento do aproximante palatal [j] e as realizações africadas, indicando suas potencialidades contrastivas no léxico local.
As restrições observadas na gramática das africadas podem ser interpretadas como um mecanismo que preserva o léxico, com implicações significativas para a compreensão da fonologia e fonética dessa variedade. A interação entre o apagamento do [j] e as africadas oferece novas perspectivas sobre a articulação e a estrutura fonética, contribuindo para o entendimento das dinâmicas linguísticas em Sergipe.
