SINOPSE
Explorar as experiências de trânsito entre gêneros ao longo da história e em diversas culturas revela um desafio significativo. A transexualidade, inicialmente entendida como um descontentamento com o próprio corpo, evoluiu para uma categoria identitária na década de 1950, influenciada por discursos médicos, do senso comum e da militância trans. A pesquisa investiga como esses discursos moldaram a institucionalização do atendimento médico a transexuais no Brasil, com foco no Hospital das Clínicas de São Paulo.
Através de um trabalho minucioso, foram rastreados antecedentes históricos e aspectos legais, incluindo casos emblemáticos e a luta legislativa por direitos. Depoimentos de transexuais atendidos pelo programa do hospital e a análise de resoluções do Conselho Federal de Medicina e do Ministério da Saúde oferecem uma visão abrangente das dificuldades enfrentadas, da construção de identidades e das lutas em torno da transexualidade.
