SINOPSE
A década de 1960 marcou um avanço significativo nos estudos sobre a presença do negro brasileiro, que, por muito tempo, foi tratado de forma superficial. Pesquisadores começaram a reavaliar a participação dos descendentes de africanos no Brasil, abandonando ideias ultrapassadas sobre a inexistência de preconceito racial. Através de quatorze ensaios, a obra explora a supremacia da “raça branca” e o controle exercido sobre a sociedade, revelando um Brasil moldado por e para brancos.
A análise da situação do negro e do mulato, especialmente em São Paulo, revela os disfarces do preconceito e os processos de segregação racial. A visão apresentada sugere que o equilíbrio racial no Brasil é sustentado por uma articulação entre os grupos, que, embora minimamente conflituosa, perpetua a desigualdade. Outros temas, como a presença do negro na cultura e religião popular, são abordados, contribuindo para uma compreensão mais profunda das relações raciais e das preocupações sociais e políticas envolvidas.
