SINOPSE
Utilizar a palavra máscara em nosso cotidiano muitas vezes carrega um tom depreciativo, sugerindo hipocrisia ou falsidade. A ideia de “retirar a máscara” implica uma revelação da verdadeira essência do sujeito, distanciando-se das mentiras que o cercam. No entanto, ao abordar as máscaras de Artaud, essa compreensão se transforma. Elas não representam uma simples cobertura, mas sim a condição essencial do ser, refletindo a impossibilidade de uma identidade fixa.
Para Artaud, a máscara simboliza o ser em constante transformação, um ser-devir que desafia a noção de um eu imutável. Assim, a máscara se torna um elemento profundo da existência, revelando que a identidade é um processo dinâmico, em movimento, e não uma entidade estática. Essa perspectiva convida à reflexão sobre a complexidade da condição humana.
