SINOPSE
Durante a guerra de 1948, muitos palestinos foram forçados a deixar suas casas, resultando na despovoação de bairros e aldeias, que foram confiscadas pelo novo Estado de Israel. Mais de 400 aldeias foram destruídas, e seus locais agora fazem parte de parques nacionais e áreas turísticas oficiais. Este ensaio investiga uma forma peculiar de turismo de raízes, onde israelenses-judeus se deparam com os vestígios das aldeias palestinas que foram negligenciadas e marginalizadas nas narrativas turísticas.
A pesquisa revela como as autoridades turísticas minimizam a presença palestina, enquanto exaltam as antigas ocupações hebraicas, promovendo uma visão distorcida da herança cultural do país. Essa abordagem não apenas ignora a história palestina, mas também reforça uma narrativa que privilegia a identidade judaica em detrimento da árabe.
