SINOPSE
No dia 21 de agosto de 1415, naus portuguesas desembarcaram no norte da África, capturando a praça de Ceuta, que permaneceu sob domínio português até o século XVII. Esse evento, inicialmente parte de uma série de ataques ibéricos ao mundo árabe, ganha novos significados após a passagem do Cabo do Bojador em 1434. A pesquisa explora as etapas da construção histórico-literária do período, revelando como a conquista de Ceuta se transformou em um marco para a expansão marítima portuguesa.
A análise se concentra nos papéis históricos que Ceuta desempenhou desde sua tomada até o início do século XVI. A hipótese central sugere que o ideal imperialista de D. Manuel I foi moldado pela noção de unidade no projeto de conquista das terras além-mar, originando-se na captura de Ceuta. Através de textos do século XV e início do XVI, incluindo relatos de cronistas e cartas régias, o trabalho investiga a formação de uma teleologia para um império marítimo que, embora ainda em desenvolvimento no século XV, já se mostrava mais estruturado no século XVI.




