SINOPSE
Em 1886, o Brasil ainda enfrentava a dura realidade da escravidão. A narrativa revela a brutalidade de um tempo em que seres humanos eram tratados como objetos descartáveis. Sebastião, encarregado de uma fazenda, se vê diante de uma tarefa macabra: desfazer-se do corpo de um escravo. O cheiro de terra evoca a Morte, que parece acompanhá-lo, tornando-se uma presença quase familiar enquanto ele lida com a dor e a culpa de suas ações.
Este conto mergulha nas sombras da história colonial, explorando a desumanização e a crueldade do passado. Através da perspectiva de Sebastião, o leitor é convidado a refletir sobre a moralidade e as consequências de um sistema opressivo, que ainda ecoa em algumas realidades contemporâneas. A obra provoca uma análise crítica sobre a violência e suas repercussões na sociedade.